sexta-feira, 29 de agosto de 2014

MINÉRIO

PIRITA
Sulfeto de ferro. FeS2. Sistema cristalino: isométrico, diploédrica. Frequentemente em cristais. As formas mais comuns são o cubo, tendo as faces usualmente estriadas. As estrias nas faces adjacentes são perpendiculares entre si (estrias tríglifas) e também com combinações de diversas formas cristalinas. Propriedade física: quebradiça. Composição química: Fe 46,6% + S 53,4%. Dureza: 6,5. Densidade: 5. Brilho: metálico reluzente. Cor: amarelo do latão, pálido. Traço: esverdeado ou preto-acastanhado. Diafaneidade: Opaco. Clivagem: imperfeita. Fratura: desigual e concoidal. Fusibilidade: fusível. Origem: rochas magmáticas, metamórficas e sedimentares. A pirita é o principal minério de enxofre e para fabricar o ácido sulfúrico. Devido ao seu brilho metálico e a sua cor amarelo-dourada, recebeu o apelido de ouro-dos-tolos, ironicamente, contudo, pequenas quantidades de ouro podem às vezes ser encontradas disseminadas nas piritas. Também, pode conter arsênico, níquel, cobalto e cobre. O nome pirita vem do Grego pyr, que significa fogo.

MINERAL

ESPATO DA ISLÂNDIA
Um carbonato de cálcio. CaCo3. Sistema cristalino: romboédrico, trigonal. Composição química: CaO 56,0% + CO3 44,0%. É uma forma curiosa e rara da calcita pura. Os seus cristais transparentes são dotados da propriedade de refletir a luz de duas maneiras distintas, o que dá duas imagens de um mesmo objeto. A calcita é um dos minerais mais espalhado dos carbonatos de cálcio. Na natureza, encontra-se em múltiplos aspectos, e a variedade de suas formas cristalinas é muito peculiar. Foram já descritas mais de 300 formas diferentes. A calcita é depois do quartzo, o mineral mais abundante da crosta terrestre. Dureza: 3. Densidade: 2,7. Excitação: fluorescente. Clivagem: perfeita. Fratura: concoidal. Cor: branco, preto, amarelo, verde, marron, azul, laranja, rosa, violeta e púrpura. Traço: branco ou incolor. Brilho: vítreo ou nacarado. Fusibilidade: infusível. Diafaneidade: transparente a opaco. Ocorrências: rochas magmáticas, metamórficas, sedimentares e hidrotermais. Aplicação: Ótica e construção civil. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

MINÉRIO

DISCRASITA
É um mineral do grupo dos sulfetos. Ag3Sb. Sistema cristalino: ortorrômbico. Um dos minérios de prata menos frequente. E pode conter minerais de arsênio e antimônio. Cor: branco prateada, adquire uma cor amarelada ou preta quando embacia. Risco: prata branco. Brilho: metálico. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 9,70. Diafaneidade: opaco. Clivagem: boa. Fratura: irregular. Morfologia: cristais piramidais, prismáticos, granular e maciço. Origem e ocorrências: hidrotermal em filões de minérios, associado a prata, stibrasen, pirargirita, calcita e outros minerais. As melhores espécimes são provenientes dos filões das jazidas de prata.  

MINÉRIO

GALENA
Sulfeto de chumbo. PbS. Cristalografia: isométrico, classe hexaoctaédrica. Composição química: Pb 86,6% + S 13,4%. Morfologia: a forma mais comum é o cubo. Dar-se o dodecaedro e trioctaedro e mais as suas complexas combinações, cristais tabulares, agregados esqueléticos e geralmente em massas compactas e finamente granulados. Clivagem: perfeita. Fratura: frágil. Dureza: 2,5. Densidade: 7,5. (obs.; o elemento chumbo, puro na natureza, a dureza é 1,5 e a densidade é de 13,4). Brilho: metálico reluzente. Cor: cinza do chumbo. Traço: cinza. Fusibilidade: fusível. Origem: rochas magmática, metamórfica, sedimentar e hidrotermal. A galena (um mineral) pode ser reconhecida facilmente por sua boa clivagem, densidade relativa elevada, maciez e traço cinza de chumbo. Ocorrências: podem ser encontrada associada com a esfalerita, pirita, marcassita, calcopirita, cerussita, anglessita, dolomita, calcita, quartzo, barita e fluorita. A galena pode conter na sua formulação, prata, zinco, cádmio, antimônio, bismuto e cobre. É o mais importante minério de chumbo. 

domingo, 10 de agosto de 2014

MINERAL

FELDSPATO



Ou o mesmo que ortoclásio. Cristalografia: triclínico, monoclínico. Os feldspatos constituem os grupos de minerais mais abundantes na crosta terrestres (cerca de 60%) e compreendem os silicatos de alumínio combinados com sódio, potássio, cálcio e, eventualmente bário. Os principais minerais são adulária, albita, andesina, anortita, bytownita, labradorita, microclina, oligoclásio, orthose, ortoclásio e sandinita. Composição química: NaAlSi3O8. (albita) e KAlSi3O8 orthose. Hábito: tabular. Clivagem: perfeita. Fratura: irregular a concoidal. Traço: branco. Dureza: 6 a 6,5. Densidade: 2,54 a 2,76. Brilho: vítreo a nacarado. Cor: incolor, branco leitoso, esverdeado, amarelo, vermelho carne, cinza e róseo. Diafaneidade: transparente, translúcido a opaco. Origem: em rochas ígneas e metamórficas. Usos: em cerâmicas, porcelanatos, vidros e tintas, etc. Na sequência, a primeira pedra é albita, a segunda é anortita e a terceira é andesina.

domingo, 3 de agosto de 2014

MINERAL

QUARTZO LEITOSO

Da cor do leite. Dióxido de silício (SiO2). Sistema cristalino: trigonal. Composição: proporção de 46,7% de Si + 53,3% de O.  É provavelmente um dos minerais mais comuns na crosta terrestre e pode ser encontrado em qualquer lugar. A cor branca é causada por inclusões de bolhas minúsculas de gás e/ou água caracterizando a cor leitosa. Brilho: vítreo e gorduroso. Fratura: concoidal. Clivagem: indistinta. Dureza: 7. Densidade: 2,65. Fusibilidade: fusível. Risco: branca. Propriedades: piezoelétrica e piroelétrica. Hábito: granular, prismático, compacto, etc. Ocorrências: foi gerado por processos metamórficos, magmáticos e hidrotermais. Utilizado: fabricação de vidro, esmalte, saponáceos, dentifrícios, abrasivos, fibra ótica, reflatários, cerâmicas e peças ornamentais e de enfeites. Amostras brutas de Perdizes - MG.

domingo, 6 de julho de 2014

MINERAL

PIROMORFITA
Fosfato de chumbo e cloro. Composição química: Pb5(PO4)3. Cristalografia: sistema hexagonal, bipiramidal. Morfologia: cristais prismáticos compridos e tabulares, agregados botrioidais com estruturas radiais, agregados aciculares, terrosos, fibrosos e maciços. Formação: nos veios alterados de chumbo. É um mineral secundário de chumbo. Propriedades diagnósticas: forma hexagonal, alta densidade, brilho resinoso e por ensaios químicos. Cor: verde, amarelo, marrom, cinza, branco. Brilho: adamantino, gorduroso, resinoso. Clivagem: imperfeita. Fratura: desigual, concoidal. Risco: branco. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 6,5 a 7. Transparência: transparente a opaco. Tenacidade: quebradiço, fraco. Associação: associado aos minerais de chumbo, como galena e cerussita.

domingo, 8 de junho de 2014

MINÉRIO

BROCHANTITA

Ou cobre oxidado. Um sulfato básico de cobre. Cu4SO4(OH)6. Cristalografia: ortorrômbico, bipiramidal. Cristais prismáticos, delgados e estriados verticalmente. Também em agregados maciços. Porcentagem: 67,3% CuO + 22,5% SO3 + 10,2% H2O. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 4. Clivagem: perfeita. Fratura: concoidal a irregular. Traço: verde pálido. Cor: verde da esmeralda ao verde escuro. Diafaneidade: transparente a translúcido. Brilho: vítreo gorduroso. Ocorrências: Encontra-se nas porções oxidadas dos veios de cobre e também sobre a parte superior dos jazigos alterados pelo ar ou águas de superfícies, apresentando carbonatos e óxidos de cobre. O revestimento superficial (verde) é de malaquita. Um dos minerais mais importantes de cobre. Ocorre: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo. Amostra de Brochantita extraída no município de Jaguarari – Bahia, e doado pela mineradora Mineração Caraíba S.A.

domingo, 1 de junho de 2014

MINERAL

CALCEDÔNIA
Grupo da ágata. Dióxido de silício (SiO2). Sistema cristalino: trigonal. O mineral é classificado como microcristalina ou criptocristalina, significando que a estrutura cristalina da rocha é tão fina que não é visível a olho nu. Calcedônia é um termo específico para uma variedade típica de quartzo ou dióxido de silício. Ocorrência: desde pequenos seixos a grandes blocos de toneladas. Cor: branca, cinzenta, azulada – todas leitosas. Dureza: 7. Densidade: 2,70. Risco: branco ou incolor. Fratura: desigual, estilhaçado e concóide. Clivagem: inexistente. Brilho: vítreo ceroso. Fusibilidade: infusível. Transparência: translúcida a semi-transparente a opaco. Ocorre: rochas sedimentares e depósitos hidrotermais. Usos: joalheria e estatuárias. O termo calcedônia é derivado do grego e da antiga cidade de Calcedônio (chalkedon), na Ásia Menor, no que hoje é a parte oriental da cidade turca de Istambul. Na foto um cinzeiro de calcedônia.

domingo, 25 de maio de 2014

MINERAL

CRISOBERILO
Óxido de Berilo e alumínio (BeAL2O4). Composição química: BeO 19,8% + ALO 80,2%. Sistema cristalino: ortorrômbico, cristais prismáticos geminados, tabulares por penetração, adquirindo a aparência exagonal. As faces são estriadas verticalmente. Variedades: alexandrita e crisoberilo olho-de-gato. A alexandrita a luz do dia é verde e, com luz artificial, torna-se vermelha. O crisoberilo olho-de-gato (cimofana) tem esse nome devido ao fato de lembrar a pupila rasgada de um gato, quando a pedra é talhada em cabochão, produz um efeito ondulante, ou seja, uma linha luminosa de cor branco-prateada, conhecido pela designação de acatassolamento (chatoyance). Cor: amarelo-ouro, verde-amarelado, pardo, castanho ou cinzento. Dureza: 8,5. Densidade: 3,70. Cor do rastro: branco. Clivagem: imperfeita. Fratura: fraca, concóide. Transparência: transparente a translúcida. Brilho: vítreo a graxo. Fusibilidade: infusível. É um mineral raro. Ocorre em rochas magmáticas graníticas, nos pegmatitos e micas xistos. Frequentemente nas areias de rios e cascalhos. São pedras preciosas. As variedades alexandritas e olho-de-gato são de alto valor. Crisoberilo significa berilo dourado. O nome cimofana deriva de duas palavras gregas, significando “onda” e “parecer”, em alusão ao efeito acatassolamento (chatoyance). O nome alexandrita foi dado em homenagem ao Czar Alexandre II da Rússia.

domingo, 27 de abril de 2014

MINERAL

DOLOMITA

Um mineral de carbonato de cálcio e magnésio. CaMg(CO3)2. Sistema cristalino: trigonal, geralmente em romboédricos. É ao mesmo tempo um mineral e uma rocha. A dolomita é muito abundante na natureza na forma de imponentes formações rochosas como os Alpes Italianos e Suíços e nos jazimentos superficiais e submersos no Brasil. A origem da dolomita constitui um grande enigma geológico, não se sabendo muito ainda sobre a sua gênese. São propostos modelos hidrotermais, com fluídos vindos de grandes profundidades, através de falhas geológicas também muito profundas. Na dolomita existe uma solução sólida entre o magnésio e o ferro. Sendo o extremo em ferro denominado “siderita” e o extremo em magnésio denominado “Magnesita”. Ocorrências: principalmente sobre a forma de calcário dolomítico e mármore dolomítico, possivelmente formado a partir da substituição do calcário pelo magnésio.  O mineral apresenta nas cores, branca, leitosa, cinza, preto, rósea, castanho e vermelho (as cores são devidas as impurezas de óxidos de minerais). Brilho: vítreo, nacarado e perláceo. Risco: branco a incolor. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 2,90 a 3,10. Fusibilidade: infusível. Clivagem: perfeita. Fratura: concóide, quebradiça. Propriedade diagnóstica: sua variedade maciça distingue-se do calcário por sua reação menos intensa com o ácido clorídrico. Origem: rochas metamórficas e sedimentares. É parecido com o calcário na cor, nas misturas e nas jazidas. Pode conter fósseis. Nome: em homenagem ao geólogo e mineralogista francês Deodat Dolomieu. Usos: como fonte de magnésio, refino de açúcar, tintas, plásticos, etc. Amostra amarela pálida da montanha do Tirol Italiano e as enegrecidas de jazimento de Coramandel, Minas Gerais.

sexta-feira, 14 de março de 2014

MINERAL

MALAQUITA
Carbonato básico de cobre. Sistema cristalino: monoclínico. Cu2CO3(OH). Composição: CuO 71,9% + CO2 19,9% + H2O 8,2%. A malaquita geralmente resulta da alteração de minérios de cobre e ocorre frequentemente associada com a azurita, goethita e cuprita. Os agregados de malaquita são compostos de cristais muitos pequenos; os grandes são muitos raros e apreciados pelos colecionadores. Hábito: botrioidal, fibroso. Clivagem: perfeita. Fratura: concóide, estilhaçada. Dureza: 3 a 4. Densidade: 3,7 a 4,1. Brilho: sedoso e vítreo. Traço: verde a verde-claro. Cor: verde brilhante a verde escura. Traço: verde a verde-claro. Fusibilidade: fusível. Transparência: Opaco. Usos: como minério de cobre. Ocorrências: rochas ígneas e rochas sedimentares e depósitos hidrotermais. É utilizada como pedra de joalheria e ornamental. Foi utilizado na Antiguidade pelo Antigo Egito, Gregos e Romanos. Na Idade Média como pigmento mineral verde em pinturas.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

MINERAL

QUARTZO RUTILADO

Óxido de silício. SiO2. São cristais prismáticos com inclusões minerais e interessantes como gemas bem atraentes. Com poucos ou numerosos filetes (agulhas), muito finas, retas e compridas, estão introduzidas no interior do cristal. As agulhas podem ser todas alinhadas ou estarem entrecruzadas em vários planos. Formaram como mineral acessório das numerosas rochas magmáticas, xistos e gnaisses metamorfizados. O cristal além de ser transparente e até opaco pode ter colorações amarelada, escurecida, acastanhada, enfumaçada e avermelhada. Já os filetes sendo também minerais, podem ser o amarelo dourado do rutilo (quartzo rutilado), o preto da turmalina negra (schorl) chamado quartzo turmalinado. Com frequência, podem ocorrer outras inclusões minerais; amianto, clorita, hornblenda, goethita e pirita. São vulgarmente chamados de cabelo de Vênus. Esta variedade de quartzo é encontrada na Bahia.

MINERAL

QUARTZO COM INCLUSÕES

Um quartzo com inclusões de pirolusita (óxido de manganês). SiO2. É ela que forma depósitos foliáceos, chamados “dendrites” nos formatos de ramificações ou arborescências com características de plantas (não confundir com fósseis vegetais). Estas inclusões infiltram em fraturas e fissuras, geralmente na forma de soluções aquosas que, posteriormente, se cristalizam ou precipitam dando aspectos de vegetais. Entre as inclusões epigenéticas no quartzo e outros minerais, predominam os minerais de pirolusita e manganita (óxidos de manganês), hemática e limonita (óxido de ferro), turmalina, mica, rutilo, anfibólios e calcopirita. O olho de gato, alguns quartzitos e ardósias, também fazem parte destas variedades. Esta casualidade ou fenômeno mineral é muito belo, curioso e interessante.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

MINÉRIO

CALCOPIRITA
Sulfeto de cobre e ferro. CuFeS2. Sistema cristalino tetragonal. O mais importante minério de cobre. Reconhecido pelo brilho metálico, vítreo e muito vivo. Confundido com o ouro, pirrotita, pirita e a marcassita, diferenciando-se destes minerais pelas variações de dureza, densidade, cor e traço. Originário de rochas ígneas, metamórficas, hidrotermais e disseminadas em depósitos xistosos. Em rochas orgânicas (fósseis), a calcopirita pode cristalizar-se em madeiras, dentes e outros materiais fossilizados. O minério de calcopirita poderá conter ouro ou prata em sua composição. Fratura: irregular. Clivagem: imperfeita. Fusibilidade: fusível. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 4,2. Cor: amarelo-latão e amarelo-ouro. Traço: preto e esverdeado. Nome: do grego, khalkos=cobre + pyros=fogo. Ocorrências: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Sul. Amostra de calcopirita minerada numa profundidade de 522 metros ao nível do mar em Jaguararí – Bahia e doada pela Mineração Caraíba S.A.

domingo, 26 de janeiro de 2014

MINÉRIO

CASSITERITA


Óxido de estanho. (SnO2). Sistema cristalino: tetragonal. É o único minério de estanho. Cor: castanho escuro ou preto, as vezes mais claro. Traço: marron. Brilho: adamantino a submetálico e fosco. Fusibilidade: infusível. Dureza: 6 a 7. Densidade: 6,8 a 7,1. Diafaneidade: translúcido a opaco, raramente transparente. Clivagem: imperfeita. Fratura: concoidal a irregular. Composição: Sn 78,60% + O 21,40%. Ocorrências: rochas ígneas, sedimentares e depósitos hidrotermais. Morfologia: as formas comuns sãos os prismas e as bipirâmide. Frequentemente em geminados. Usualmente, maciça, granular e aparência fibrosa e radiada. Devido ao seu alto índice de refração, e os cristais apresentando transparência, fornece raras e belas gemas. O estanho é citado no Velho Testamento e naquele tempo já se fazia liga de bronze (cobre e estanho). Civilizações pré-colombianas da América utilizavam-no para fabricar bronze e peças utilitárias e decorativas. O estanho liga-se facilmente com quase todos os metais. O nome cassiterita vem da palavra grega Kassiteros que significa estanho. Aplicações do estanho; galvanoplastia, componentes de ligas-metálicas, solda macia (estanho e chumbo), artigos de uso e decorativos, folhas de flandres, latas de conservas, etc. Países produtores: Austrália, Bolívia, Gongo, Indonésia, Malásia, Perú, Portugual, URSS, Tailândia e Vietnam. Amostra natural de cassiterita e duas barras redondas de estanho puro, extraído em Ariquemes – Rondônia e doado pela mineradora White Solder Metalugia e Mineração Ltda.

MINERAL

QUARTZO GWINDEL

Gwindel, nome alemão que significa contorcido, torcido, helicoidal ou curvado. E são deformações naturais, fugindo do padrão próprio da cristalização dos cristais. São cristais que cresceram juntos, amontoados, engrossados e sobrepostos e que são ligeiramente girados em torno de um único eixo. Isso resulta em cristais torcidos e tabulares. É uma forma de crescimento ou formação muito estranha cujo padrão ou estilo ainda não é totalmente compreendido. Num cristal gwindel, estudos sugerem que esta sua forma invulgar de cristalização pode ter sido causada por pireletricidade durante o crescimento do cristal quando cargas elétricas positivas e negativas desenvolveram simultaneamente em diferentes partes do mesmo cristal em respostas a mudanças de temperaturas adequadas por evocar este fenômeno elétrico. Eles são muito curiosos, diferentes, e estão entre os mais belos e mais raros dos quartzos. Muitos pensam que são oriundos só dos Alpes e da região de Mont Blanc. Mas são achados em várias partes do Mundo. Estas duas espécimes foram apanhadas no município de Uberaba, Minas Gerais.

domingo, 19 de janeiro de 2014

MINÉRIO

PENTLANDITA

O mais importante minério de níquel. Sulfeto de ferro-níquel. (FeNi)9S8. Cristalografia: isométrico, hexaoctaédrico. Brilho: metálico, opaco. Cor: vermelho-acastanhado, amarelo-bronze e bronze claro. Traço: negro. Clivagem: perfeita. Fratura: concoidal. Fusibilidade: 1.453º C. Morfologia: maciça, usualmente em agregados granulares. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 5. Tenacidade: frágil. Hábito: maciço a granular. Diafaneidade: opaco. Não magnético. Composição: Fe 32,56 + Ni 34,21% e S 33,23%. Encontra-se em depósitos de origem magmática, associado invarialmente com a pirrotita e com a calcopirita e outros minerais de ferro e níquel. Em geral contém pequenas quantidades de cobalto. O níquel é usado principalmente no aço. Fabrica-se o metal Monel (68% de níquel e 32% de cobre) e do Nicromo (38% a 85% de níquel). Outras ligas são a prata alemã (níquel, zinco e cobre). Usa-se o níquel para cunhagem de moedas. Foi descrito em 1.856 por J.B. Pentland, o mineral recebeu o nome de seu descobridor. Existem reservas em Goiás, Pará, Piauí e Minas Gerais. Há jazimentos de níquel na África do Sul, Canadá, Noruega, Suécia e URSS. Amostra extraída em Fortaleza de Minas, Minas Gerais, foi doada pela Empresa Mínero-Metalúrgica Votorantim Metais.

MINÉRIO

CRIOLITA

Aluminofluoreto de sódio. Na3AlF6. Sistema cristalino: monoclínico – prismático. Grupo dos halogenetos. Composição; a criolita é um fluoreto de sódio e alumínio, composto idealmente em peso por 32,85% Na, 12,85% Al e 54,30% F. Propriedades físicas e aspectos diagnósticos: partição em três direções, quase em ângulos retos. Dureza: 2,5 a 3. Densidade: 3. Brilho: vítreo a graxo. Cor: incolor, branco, cinzenta, acastanhado e negro. Diafaneidade: transparente, translúcido e opaco. Traço: branco. Clivagem: nenhuma. Fratura: irregular. Morfologia: cristais pseudo-cúbico, maciço. Fusibilidade: 1.000º C. Rocha de origem: magmática. Ocorre: em Ivigtut, Groelândia, associada, comumente, com a siderita, a galena, a esfarelita e a calcopirita. Foi descrito pela primeira vez em 1.799, pelo mineralogista brasileiro José Bonifácio de Andrade e Silva, a partir de amostras provenientes de Ivigtut, Groelândia. Uso: durante 100 anos, a criolita foi utilizada como a fonte mais importante de alumínio. Quando a bauxita tornou-se o minério de alumínio, a criolita passou a ser usada como fluxo no processo eletrolítico (fundente na metalurgia do alumínio). Seu nome é devido a duas palavras gregas, significando Krios (gelo) e Lithos (pedra), em alusão à sua aparência de gelo. Apesar de ocorrer nos EUA e URSS à descoberta da mina de Pitinga, no município de Presidente Figueiredo no Estado do Amazonas é a 2ª mais significativa em importância econômica.

domingo, 5 de janeiro de 2014

MINÉRIO

WILLEMITA
Silicato de zinco. Zn2(SiO4). Sistema cristalino: hexagonal. Porcentagem: 73,0% ZnO + 27,0% SiO2. Usualmente maciça a granular. Raramente em cristais. Dureza: 5,5. Densidade: 3,9 a 4,2. Brilho: vítreo, resinoso a submetálico. Cor: amarelo-esverdeado, avermelhado, castanho e branco. Diafaneidade: translúcida a opaco. Fratura: irregular a concoidal. Clivagem: boa. Morfologia: cristais prismáticos a tabulares, agregados radiais, granular. Ponto de fusão: 419,5°C. As impurezas contidas mais comuns são: manganês, ferro, chumbo, cádmio e alumínio. Os principais minerais são: blenda, esmitsonita, franklinita, calamita, zincita e espinélios. O zinco é encontrado na natureza principalmente sob a forma de sulfetos, associado ao chumbo, cobre, prata e ferro (galena, calcopirita, argentita e pirita). Todavia a Willemita não segue esta tendência, sendo o zinco encontrado na estrutura do silicato. No Brasil, a willemita ocorre apenas em Vazante - Minas Gerais, no noroeste mineiro. Seu nome é devido ao rei William I da Holanda. Há ocorrencia de zinco em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará e Goiás. Os principais produtores mundiais são: China, Perú, Austrália, Índia, Estados Unidos e Canadá. Amostra extraída em Vazante – Minas Gerais, foi doada pela Empresa Mínero-Metalúrgica Votorantim Metais.

domingo, 15 de dezembro de 2013

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Sequências de fotos para entender e conhecer uma mina de esmeraldas. Operador de guincho. Desce e sobe homens, rejeitos e víveres. É o comunicador via rádio com os garimpeiros nas profundezas.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Um shaft (poço) com 160 metros de profundidade e uns 200 metros de várias galerias (túneis). Do lado direito se vê tubulações de retirada de água, eletricidade para iluminação e de ar para respiração. Aparece o início dos trilhos. Na parte superior nota-se o tampo de fechar a boca da mina (poço).

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Poço tampado, enquanto mineiros locomove uma carga de rejeitos vindo do interior das galerias.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Parte do galpão que protege o poço e vagão de rejeitos.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Trilhos saindo da mina. Rejeito é jogado nas profundezas da Serra das Caraíbas. Ao fundo se avista o entorno da Serra das Caraíbas.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Mesmo nas baixadas, encostas da Serra, existem várias mineradoras (poços) para encontrar o “veio” das esmeraldas.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Um mineiro lavando, peneirando e quebrando o xisto esmeraldino em busca da “pedra verde”.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Eu, de costa para vários mineiros (jovens, mulheres e homens), assisto a quebra do xisto (rejeito da mina), que são as lascas de rochas cinzentas em busca das esmeraldas. Alguns destes mineiros separam do xisto a Molibdenita, um minério associado.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Caraíba de Cima, uma cidadela no topo da dita Serra, onde só moram garimpeiros, mineiros e comerciantes, se vê os dois lados laterais da rua com suas mesinhas e seus compradores de esmeraldas. Não existe nenhuma outra gema comercializada aqui, só a esmeralda.