domingo, 26 de janeiro de 2014

MINÉRIO

CASSITERITA


Óxido de estanho. (SnO2). Sistema cristalino: tetragonal. É o único minério de estanho. Cor: castanho escuro ou preto, as vezes mais claro. Traço: marron. Brilho: adamantino a submetálico e fosco. Fusibilidade: infusível. Dureza: 6 a 7. Densidade: 6,8 a 7,1. Diafaneidade: translúcido a opaco, raramente transparente. Clivagem: imperfeita. Fratura: concoidal a irregular. Composição: Sn 78,60% + O 21,40%. Ocorrências: rochas ígneas, sedimentares e depósitos hidrotermais. Morfologia: as formas comuns sãos os prismas e as bipirâmide. Frequentemente em geminados. Usualmente, maciça, granular e aparência fibrosa e radiada. Devido ao seu alto índice de refração, e os cristais apresentando transparência, fornece raras e belas gemas. O estanho é citado no Velho Testamento e naquele tempo já se fazia liga de bronze (cobre e estanho). Civilizações pré-colombianas da América utilizavam-no para fabricar bronze e peças utilitárias e decorativas. O estanho liga-se facilmente com quase todos os metais. O nome cassiterita vem da palavra grega Kassiteros que significa estanho. Aplicações do estanho; galvanoplastia, componentes de ligas-metálicas, solda macia (estanho e chumbo), artigos de uso e decorativos, folhas de flandres, latas de conservas, etc. Países produtores: Austrália, Bolívia, Gongo, Indonésia, Malásia, Perú, Portugual, URSS, Tailândia e Vietnam. Amostra natural de cassiterita e duas barras redondas de estanho puro, extraído em Ariquemes – Rondônia e doado pela mineradora White Solder Metalugia e Mineração Ltda.

MINERAL

QUARTZO GWINDEL

Gwindel, nome alemão que significa contorcido, torcido, helicoidal ou curvado. E são deformações naturais, fugindo do padrão próprio da cristalização dos cristais. São cristais que cresceram juntos, amontoados, engrossados e sobrepostos e que são ligeiramente girados em torno de um único eixo. Isso resulta em cristais torcidos e tabulares. É uma forma de crescimento ou formação muito estranha cujo padrão ou estilo ainda não é totalmente compreendido. Num cristal gwindel, estudos sugerem que esta sua forma invulgar de cristalização pode ter sido causada por pireletricidade durante o crescimento do cristal quando cargas elétricas positivas e negativas desenvolveram simultaneamente em diferentes partes do mesmo cristal em respostas a mudanças de temperaturas adequadas por evocar este fenômeno elétrico. Eles são muito curiosos, diferentes, e estão entre os mais belos e mais raros dos quartzos. Muitos pensam que são oriundos só dos Alpes e da região de Mont Blanc. Mas são achados em várias partes do Mundo. Estas duas espécimes foram apanhadas no município de Uberaba, Minas Gerais.

domingo, 19 de janeiro de 2014

MINÉRIO

PENTLANDITA

O mais importante minério de níquel. Sulfeto de ferro-níquel. (FeNi)9S8. Cristalografia: isométrico, hexaoctaédrico. Brilho: metálico, opaco. Cor: vermelho-acastanhado, amarelo-bronze e bronze claro. Traço: negro. Clivagem: perfeita. Fratura: concoidal. Fusibilidade: 1.453º C. Morfologia: maciça, usualmente em agregados granulares. Dureza: 3,5 a 4. Densidade: 5. Tenacidade: frágil. Hábito: maciço a granular. Diafaneidade: opaco. Não magnético. Composição: Fe 32,56 + Ni 34,21% e S 33,23%. Encontra-se em depósitos de origem magmática, associado invarialmente com a pirrotita e com a calcopirita e outros minerais de ferro e níquel. Em geral contém pequenas quantidades de cobalto. O níquel é usado principalmente no aço. Fabrica-se o metal Monel (68% de níquel e 32% de cobre) e do Nicromo (38% a 85% de níquel). Outras ligas são a prata alemã (níquel, zinco e cobre). Usa-se o níquel para cunhagem de moedas. Foi descrito em 1.856 por J.B. Pentland, o mineral recebeu o nome de seu descobridor. Existem reservas em Goiás, Pará, Piauí e Minas Gerais. Há jazimentos de níquel na África do Sul, Canadá, Noruega, Suécia e URSS. Amostra extraída em Fortaleza de Minas, Minas Gerais, foi doada pela Empresa Mínero-Metalúrgica Votorantim Metais.

MINÉRIO

CRIOLITA

Aluminofluoreto de sódio. Na3AlF6. Sistema cristalino: monoclínico – prismático. Grupo dos halogenetos. Composição; a criolita é um fluoreto de sódio e alumínio, composto idealmente em peso por 32,85% Na, 12,85% Al e 54,30% F. Propriedades físicas e aspectos diagnósticos: partição em três direções, quase em ângulos retos. Dureza: 2,5 a 3. Densidade: 3. Brilho: vítreo a graxo. Cor: incolor, branco, cinzenta, acastanhado e negro. Diafaneidade: transparente, translúcido e opaco. Traço: branco. Clivagem: nenhuma. Fratura: irregular. Morfologia: cristais pseudo-cúbico, maciço. Fusibilidade: 1.000º C. Rocha de origem: magmática. Ocorre: em Ivigtut, Groelândia, associada, comumente, com a siderita, a galena, a esfarelita e a calcopirita. Foi descrito pela primeira vez em 1.799, pelo mineralogista brasileiro José Bonifácio de Andrade e Silva, a partir de amostras provenientes de Ivigtut, Groelândia. Uso: durante 100 anos, a criolita foi utilizada como a fonte mais importante de alumínio. Quando a bauxita tornou-se o minério de alumínio, a criolita passou a ser usada como fluxo no processo eletrolítico (fundente na metalurgia do alumínio). Seu nome é devido a duas palavras gregas, significando Krios (gelo) e Lithos (pedra), em alusão à sua aparência de gelo. Apesar de ocorrer nos EUA e URSS à descoberta da mina de Pitinga, no município de Presidente Figueiredo no Estado do Amazonas é a 2ª mais significativa em importância econômica.

domingo, 5 de janeiro de 2014

MINÉRIO

WILLEMITA
Silicato de zinco. Zn2(SiO4). Sistema cristalino: hexagonal. Porcentagem: 73,0% ZnO + 27,0% SiO2. Usualmente maciça a granular. Raramente em cristais. Dureza: 5,5. Densidade: 3,9 a 4,2. Brilho: vítreo, resinoso a submetálico. Cor: amarelo-esverdeado, avermelhado, castanho e branco. Diafaneidade: translúcida a opaco. Fratura: irregular a concoidal. Clivagem: boa. Morfologia: cristais prismáticos a tabulares, agregados radiais, granular. Ponto de fusão: 419,5°C. As impurezas contidas mais comuns são: manganês, ferro, chumbo, cádmio e alumínio. Os principais minerais são: blenda, esmitsonita, franklinita, calamita, zincita e espinélios. O zinco é encontrado na natureza principalmente sob a forma de sulfetos, associado ao chumbo, cobre, prata e ferro (galena, calcopirita, argentita e pirita). Todavia a Willemita não segue esta tendência, sendo o zinco encontrado na estrutura do silicato. No Brasil, a willemita ocorre apenas em Vazante - Minas Gerais, no noroeste mineiro. Seu nome é devido ao rei William I da Holanda. Há ocorrencia de zinco em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará e Goiás. Os principais produtores mundiais são: China, Perú, Austrália, Índia, Estados Unidos e Canadá. Amostra extraída em Vazante – Minas Gerais, foi doada pela Empresa Mínero-Metalúrgica Votorantim Metais.

domingo, 15 de dezembro de 2013

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Sequências de fotos para entender e conhecer uma mina de esmeraldas. Operador de guincho. Desce e sobe homens, rejeitos e víveres. É o comunicador via rádio com os garimpeiros nas profundezas.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Um shaft (poço) com 160 metros de profundidade e uns 200 metros de várias galerias (túneis). Do lado direito se vê tubulações de retirada de água, eletricidade para iluminação e de ar para respiração. Aparece o início dos trilhos. Na parte superior nota-se o tampo de fechar a boca da mina (poço).

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Poço tampado, enquanto mineiros locomove uma carga de rejeitos vindo do interior das galerias.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Parte do galpão que protege o poço e vagão de rejeitos.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Trilhos saindo da mina. Rejeito é jogado nas profundezas da Serra das Caraíbas. Ao fundo se avista o entorno da Serra das Caraíbas.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Mesmo nas baixadas, encostas da Serra, existem várias mineradoras (poços) para encontrar o “veio” das esmeraldas.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Um mineiro lavando, peneirando e quebrando o xisto esmeraldino em busca da “pedra verde”.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Eu, de costa para vários mineiros (jovens, mulheres e homens), assisto a quebra do xisto (rejeito da mina), que são as lascas de rochas cinzentas em busca das esmeraldas. Alguns destes mineiros separam do xisto a Molibdenita, um minério associado.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
Caraíba de Cima, uma cidadela no topo da dita Serra, onde só moram garimpeiros, mineiros e comerciantes, se vê os dois lados laterais da rua com suas mesinhas e seus compradores de esmeraldas. Não existe nenhuma outra gema comercializada aqui, só a esmeralda.

MINERAL

GARIMPO DE ESMERALDAS
"Feira do Rato" em Campo Formoso – Bahia, cidade a 60 km da Serra das Caraíbas e que concentra o comércio forte de esmeraldas. Alguns comerciantes e seus lotes de esmeraldas.

MINERAL

CRISOCOLA
Silicato hidratado de cobre. Sistema cristalino: monoclínico. (CuSiO32H2O). Ocorre apresentando uma brilhante crosta em diferentes tons verde ou azulada ou em grupos compactos semelhantes a cachos de uva. Brilho: vítreo, gorduroso, ceroso ou oleoso. Fratura: concóide a irregular. Clivagem: não há. Rastro: azul. Fusibilidade: infusível. Diafaneidade: opaco. Dureza: 2 a 4. Densidade: 2,2. Ocorrência: secundária em depósitos de cobre nas zonas oxidadas dos filões de cobre, associado à malaquita e outros minerais de cobre secundários. Utilizado em joalheria e estatuária. Ocorrem em Mato Grosso, Bahia e Pará.

MINERAL

VERMICULITA



Grupo dos silicatos. (MgFeAl)3(AlSi0)4O10(OH)2.4H2O. Cristalografia: monoclínico, classe prismática. A vermiculita é um mineral semelhante à mica, formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Quando submetida a um aquecimento adequadro à água contida entre as suas milhares de lâminas se transforma em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformam em flocos sanfonados. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte, o que confere ao material excepcional capacidade de isolação. O produto obtido é inífugo, inodoro, não irrita a pele, é isolante térmico e absorvente acústico. Não se decompõe, deteriora ou apodrece. Não atrai cupins ou insetos. Somente atacado por ácido fluorídico a quente. Pode absorver até 5 vezes o seu peso em água, é lubrificante e tem as características necessárias aos materiais filtrantes. Composição química: 14,39% MgO, 43,48% Al10O3, 12,82% FeO, 11,92% SiO2, 17,87% H2O. Hábito: micáceo. Dureza: 1,5. Densidade: 2,3. Clivagem: perfeita. Fratura: desigual, ausente. Brilho: sedoso a perláceo. Cor: branco, amarelo, marron, dourado. Utilizado nas áreas da construção civil, indústria e agricultura. Ocorre em contato com rochas intrusivas ácidas, básicas e ultrabásicas. Formado pela alteração de biotita, flogopita e clorita. A foto de cima é a vermiculita natural. A foto abaixo é a vermiculita expandida. Amostras extraídas em Sanclerlândia, Goiás, pela mineradora Brasil Minérios Ltda.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

MINÉRIO

ROMANECHITA

Um minério de manganês. Grupo dos hidróxidos. Sistema cristalino: monoclínico, prismático. (Ba,H2O)(Mn,Mn)5O10. Romanechita é o nome de um mineral composto basicamente por bário, silício, manganês e oxigênio. Composição e estrutura: pequenas quantidades de Mg, Ca, Ni, Co, Cu e S, podem estar presentes. Características diagnósticas: diferencia-se dos outros óxidos de manganês por sua dureza mais elevada e forma botrioide. Hábito de cristal: botrioidal fibroso ou acicular. Dureza: 5 a 6. Densidade: 5. Cor: preto esverdeado, preto cinza aço. Risco: preto-acastanhado. Brilho: sub-metálico, fosco. Diafaneidade: Opaco. Clivagem: não determinada. Fratura: irregular. Pertence ao grupo da psilomelana. Seu nome é uma referência à localidade de Romanèche, na França onde em 1.910 foi descoberto. A romanechita solta uma graxa preta seca. A foto do alto é uma romanechita maciça e a de baixo, romanechita botrioidal.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

MINERAL

HEMIMORFITA
Silicato hidratado de zinco. Zn4(Si2O7)(OH2)H2O. Cristalografia: ortorrômbico, piramidal. Hábito: cristais muitas vezes, divergentes, formando grupos arredondados com chanfraduras ligeiras, reentrantes, entre os cristais individuais, configurando massas modulares e em cristas de galo. Também mamilar, maciça e granular. Dureza: 4,5 a 5. Densidade: 3,5. Brilho: vítreo, subperláceo. Cores: branco leitoso, transparente, esverdeado, azulado, amarelo e castanho. Transparência: transparente, translúcido e opaco. Clivagem: perfeita. Fratura: subconcoidal. Traço: branco. Fusibilidade: resistente à fusão. Origina-se de rochas ígneas e sedimentares. A hemimorfita é um mineral característico das áreas com depósito de zinco e sulfeto de chumbo. Também chamado de calamina. Nome provém do grego referindo ao caráter hemimórfico dos cristais. Ocorre em Adrianópolis-PR, Iporanga-SP e Uberaba e Vazante-MG.

sábado, 23 de novembro de 2013

MINERAL

FILITO
É um termo coletivo usado para designar rochas metamórficas xistosas (granulação fina), que tem um brilho prateado, sedoso ou gorduroso. Origina-se em geral de material argiloso, por metamorfismo e recristalização. Composição química: aluminosa, alumino-silicosa, carbonosa, silico-alumino-carbonática. Estrutura: foliação (clivagem ardosiana e, ou de crenulação). Tem por “in natura” diversas colorações: branco leitoso, creme, rosado, roxo, cinza, preto e esverdeado. Estrutura: constitui-se basicamente de micas sericita, feldspato, caulinita, clorita e quartzo. Seu aspecto sedoso se deve a presença de minerais micáceos. Devido à sua natureza química e mineralógica, pode compor até 50% de massas cerâmicas. Originou-se geologicamente na Era Proterozóica. Filitos são muito comuns no Brasil e nos Alpes Centrais. O filito é utilizado na indústria de ração, adubo, sal mineral, borracha, inseticidas, refratários, cerâmicas, concretos e na alimentícia. Extraído no município de Itapeva-SP, pela mineradora Mineração Itapeva.

domingo, 17 de novembro de 2013

FÓSSEIS

FORAMINÍFERO
São uma ordem de protozoários rizópodes dentro de uma carapaça calcária ou de aragonita (calcária hialina, porcelânica, ou microgranulares), quitinosa ou podendo ser de outras substâncias aglutinantes externas. Surgiram no Cambriano e vivem até o recente. Abundou em várias épocas da história da Terra (Carbonífero, Cretáceo e Eoceno). Em geral são microscópicos. Algumas formas fósseis ou viventes medem, entretanto, vários centímetros. A morfologia destes animais é feita na observação da quantidade de câmaras, podendo ser só uma ou possuindo várias câmeras e as tecas (estrutura que forma um invólucro protetor), podem ser uniloculares ou pluriloculares. E podem ter uma ou várias aberturas. Uma associação de foraminíferos fornece informações sobre os constituintes do biótipo em que viveram: salinidade, temperatura, luz, teor de oxigênio, nutrição, teor de CaCO3, profundidade e ph da água. Além da sua importância estratigráfica tão conhecida, tiveram papel significativo na formação de sedimentos do passado e mesmo no presente são importantes elementos constitutivos das vasas marinhas. Aplicações: úteis no reconhecimento de rochas geradoras e armazenadoras de petróleo. Ocorreram em todas as profundidades (até as abissais) e desde as zonas estuarinas e de polo a polo. São comuns nos sedimentos e rochas marinhas. Mas poucas espécies em águas doces e salobras. Distribuídos em todos os oceanos. Existem 30 mil espécies classificadas entre fósseis e viventes. Podiam acumular-se em grande número (até 1 km de espessura). A maior parte dos foraminíferos é bentônica (profundidade), vivendo em fundos arenosos ou lodosos. Um grupo relativamente restrito é planctônico (flutuam livremente nas colunas de águas ao sabor das correntes). As tecas podem ser lisas, externamente, ou ornamentadas com cristas, espinhos, etc. Os foraminíferos da foto são Sorites marginalis em mármore italiano.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

MINERAL

AGALMATOLITO


Silicato de alumínio hidratado. Al2O3(4SiO2)(H2O). Cristalografia: monoclínico, prismática. Agalmatolito, também conhecida como pagodita, é o nome de uma rocha metamórfica formada pela alteração hidrotermal da rocha riolito. E constituída principalmente por dois minerais a pirofilita e a moscovita, bem como outros minerais acessórios. Morfologia: Agregados folheados e lamelares e cristais poucos desenvolvidos. Material resistente ao calor, a agalmatolito é utilizado como pedra decorativa. Aspecto diagnóstico: sensação gordurosa ao tato. Cor: branco, esverdeado, amarelo, cinzento. Traço: branco. Brilho: gorduroso a nacarado. Diafaneidade: translúcido a opaco. Dureza 1 a 2. Densidade: 2,8. Clivagem: perfeita. Fratura: irregular. Fusibilidade: não é fusível. Usos: tintas, vernizes, cerâmicas, refratários, plásticos, papel, celulose, borracha, sabão, perfumaria, cosméticos, explosivos, alimentos, fertilizantes, defensivo agrícola, construção civil e indústria química. O Brasil e a China são dois dos mais importantes produtores mundiais. Amostras extraídas em Pará de Minas - Minas Gerais e doadas pela mineradora Lamil Especialidades Minerais Ltda.

domingo, 27 de outubro de 2013

MINERAL

SÍLEX


Outra variedade cristalina de dióxido de sílica. S1O2. Estrutura cristalina trigonal. Uma variedade criptocristalina do quartzo de constituição granular. Mais um membro da numerosa família de ágatas e calcedônias. Mais resistente e opaco que a calcedônia. Quebram-se em esquírolas de arestas agudas e cortantes. Sem formas geométricas uniformes. São encontradas em volumes pequenos, soltas e espalhadas ou acumuladas em sedimentos e acompanhadas por outros membros de sua variada família. Rastro: incolor. Fratura: concóide. Clivagem: não há. Dureza: 7. Densidade: 2,65. Brilho: vítreo, gorduroso ou mate. Cor: cinza ao beje. Encontrado em todo o mundo. Foi usado pelo homem primitivo como faca, ponta de flexa e também para uso de defesa.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

FÓSSIL

LEPIDOTES
Ictiólito (grego: ichthys e lithos = peixe e pedra) ou (peixe fossilizado) da Formação Santana (cretáceo) da Chapada do Araripe. Um peixe escamoso que viveu do Jurássico ao fim do Cretáceo. Carnívoro, comia peixes e moluscos sem casca. Possivelmente viveram em todos os mares e lagos do mundo. E são abundantes os seus registros fósseis. São representados por outras numerosas espécies parecidas. Lepidotes faz parte de um grupo de peixes (Tharrias, Dastilbe, Notelops, Microdon, Cladocyclus, Enneles, Vinctifer e Rhacolepis) já extintos, surgidos durante a Era Mesozóica. Concreção partida longitudinalmente no meio e apresentando os restos do Lepidotes. O comprimento deste ictiólito é de 30 centímetros.

domingo, 20 de outubro de 2013

FOSSÉIS

CONCHAS
Bivalves, Braquiópodes, Cefalópodes e Gastrópodes. Estes quatros gêneros de conchas fósseis surgiram a partir do Jurássico (200 milhões de anos) e outras no Cretáceo (140 milhões de anos), sendo que algumas variedades destas espécies ainda se encontram viventes em nossa época atual. Seus “habitats” podiam ser as costas marinhas, os deltas e foz de rios, as regiões lacustres e os continentes.
Algumas conchas tinham poucos centímetros, já outras alcançavam vários metros. Da esquerda para a direita vemos; 1- Pleurotomaria. 2- Rhynchonella. 3- Turritala. 4- Neithea. 5- Venericardia. 6- Amaltheus. 7 e 8- Melanopsis e 9- Aturia.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MINERAL

TURMALINA NEGRA



Ou schorl e ou afrizita. Variedade negra rica em ferro. Estrutura cristalina trigonal. Composição: borossilicato complexo. NaFe3Al6(BO3)3[Si6O18](OH)4. Os cristais são opacos, negros. Já ao longo do comprimento do cristal são estriados longitudinalmente. Uma característica típica da turmalina. É a gema que tem as maiores variedades de nuances de cores. E alguns de seus cristais são multicoloridos. Brilho: vítreo. Dureza: 7,5. Densidade: 3,2. Fusibilidade: funde-se com dificuldade. Traço: incolor. Fratura: concóide a irregular, frágil. Clivagem: não há. As polaridades elétricas são diferentes em cada extremidade. Por atrito, eletriliza-se atraindo pequenos papeis. Encontram-se turmalinas de mais de metro. Ocorrências: muito comum e a característica da turmalina é nos pegmatitos graníticos. Encontrada, também, como mineral acessório nas rochas ígneas e metamórficas, tais como gnaisse, xisto e calcários cristalinos. Seu nome vem do cingalês turamali, antigo Ceilão, atual Sri Lanka. Os maiores jazimentos são em Minas Gerais, Goiás, Bahia e Paraíba. A primeira turmalina contém incrustação de malacacheta (mica), a segunda penetrada no quartzo leitoso e a terceira pura, sem nada.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

MINÉRIO

CROMITA


Óxido duplo de ferro e cromo. FeCr2O4. Contendo 32% Fe e 68% Cr. A cromita é o único minério de cromo. Estrutura cristalina: isométrico, hexaoctaédrica. Hábito: octaédrico. Cristais raros e pequenos. Fusibilidade: infusível. Traço: castanho, escuro e preto. Clivagem: ausente, quebradiço. Fratura: concoidal. Dureza: 5,5 a 6,5. Densidade: 4,7. Morfologia: comumente maciço, granular e compacta. Brilho: submetálico a metálico. Cor: preto do ferro ao preto-acastanhado. Ocorrência: rochas ígneas, metamórficas e em meteoritos. A cromita é um constituinte comum dos peridotitos e dos serpentinitos deles derivados. É um dos primeiros minerais a se separar do magma que se resfria. Pensa-se que os grandes depósitos de cromita se teriam formado por essa diferencição magmática. Associa-se com a serpentina, coríndon e a olivina. O elemento metálico mais abundante, depois do ferro, manganês, alumínio e o cobre. Utilizados nas indústrias metalúgicas, químicas e de reflatários. Ocorrem: Andorinha, Campo Formoso, Cansanção, Monte Santo, Queimados, Santa Cruz e Uauá – Bahia; Mazagão – Amapá e Alvorada de Minas – Minas Gerais. Amostras extraídas em Campo Formoso – Bahia, e doadas pela mineradora Cia de Ferro Ligas da Bahia - Ferbasa.

domingo, 6 de outubro de 2013

MINÉRIO

TITÂNIO
Titanossilicato de cálcio. CaTiOSiO4. Sistema cristalino: monoclínico. É o nono mineral mais abundante na natureza.  O Titânio não é encontrado livre na natureza, mas junto com o rutilo, ilmenita, esfênio, leucoxênio e o anatásio. É forte como o ferro, porem 45% mais leve, e mais resistente que o alumínio. Apresenta especial resistência à pressão e corrosão. Origem: rochas magmáticas e metamórficas. Ocorrem: como material acessório em rochas ígneas, metamórficas e pegmatitos. O titânio metálico é usado como um agente de ligas de metal, incluindo o alumínio, ferro, molibdênio e manganês. As ligas de titânio são utilizadas principalmente na indústria aeroespacial, aeronaves e são resistentes a temperaturas. Também em materiais cirúrgicos, tintas, automóveis, etc. Morfologia: cristais tabulares, granular e maciço. Cor: incolor, amarelo, castanho, verde, cinzento a preto.  Rastro: negro. Brilho: pode ser vítreo a baço e prateado da prata. Dureza: 5 a 5,5. Densidade: 4,4. Diafaneidade: Opaco. Fusibilidade: 1.668°C. Fratura: irregular. Clivagem: boa. Radioatividade: não é radioativo. Hábito: cristais microscópicos visíveis apenas com microscópio. O titânio está presente em meteoritos e no sol e em algumas rochas trazidas da Lua. O titânio em tela é uma magnetita-titanita - TiO2, com 22,41% de titânio e 67,97% ferro e Si, Al, Mg, Mn, Ca, P e S. Amostra mineral extraída em Santa Bárbara de Goiás, e doada pela mineradora Titânio Goiás S/A.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

MINERAL

CRISOTILA
Silicato hidratado de magnésio. Mg3(Si2O5)(OH)4. Sistema cristalino monoclínico. Amianto ou asbesto é o nome dado a um grupo de minerais fibrosos de composição diversos. As variedades de amianto dividem-se em dois grupos, de acordo com sua composição química e estrutura cristalina: o grupo das serpentinas e o grupo dos anfibólios, que se caracterizam por fibras duras, retas e pontiagudas, são: antofilita, amosita, crocidolita, tremolita e actinolita. No grupo das serpentinas, a principal variedade é a crisotila, sendo o mineral asbestiforme mais encontrado na natureza. Suas fibras são curvas e sedosas, e seus efeitos na saúde humana são diferenciados e menos significativos do que os dos outros tipos de amianto (CHURG, 1988). Dureza: 2 a 3. Densidade: 2,5. Cor: branca, cinza, verde, amarelo e marron. Rastro: branco ou incolor. Brilho: sedoso ou gorduroso. Fusibilidade: infusível. Clivagem: inexistente. Fratura: irregular. Hábito cristalino: fibroso. Origem: todas as formas de asbestos são minerais metamórficos associados a suas rochas hospedeiras. A maior parte do amianto consumido no mundo é empregada no fabrico de produtos de cimento-amianto: placas planas, chapas onduladas, calhas, perfis, tubulações de água e esgoto, caixas d'água e moldados diversos. Também é utilizado na produção de vestimentas de segurança, pastilhas de freios, disco de embreagem, papelão hidráulico, filtros, mantas isolantes, etc. Principais ocorrências: Brasil, Canadá, Cazaquistão, Rússia e Zimbabwe. Amostra extraída em Minaçu – Goiás, e ofertada pela mineradora SAMA – SA.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

MINÉRIO

MOLIBDENITA

Minério de molibdênio. Composição: sulfeto de molibdênio. MoS2. (Mo 59,9% e S 40,1%). Cristalografia: hexagonal; bipiramidal-dihexagonal. Cristais em placas configuradas de maneira hexagonal ou em prismas curtos, ligeiramente cônicos. Comumente laminada, maciça ou em escamas. Ocorrências: a molibdenita forma-se como mineral acessório em certos granitos, pegmatitos e aplitos. Comum em depósitos de filões, associada à cassiterita, wolframita, fluorita, scheelita, calcopirita e quartzo. Origem: magmática e em contato com depósitos metamórficos. Cor: metálico e cinzento-chumbo. Risco: preto e acinzentado-metálico. Brilho: metálico. Diafaneidade: Opaco. Dureza: 1 a 1,5. Densidade: 4,60. Clivagem: perfeita. Fusibilidade: infusível. Ao tato, sensação de gordura, deixa marca nos dedos. É o 54º material mais abundante na Terra e o 25º nos oceanos. Amostras de xistos contendo molibdenita, esmeralda, quartzo e micros flogopitas. A molibdenita são as manchas metálicas e brilhantes. Minerais extraídos no topo e bojo da serra das Caraíbas na região de Campo Formoso, Bahia.